Em 8 de junho de 2015, guardamos mais uma história de acessibilidade entre as lembranças da nossa caminhada. Naquela época, muitas famílias que acompanhávamos precisavam de reparos ou até mesmo de intervenções maiores em suas casas. Como a demanda era grande, precisávamos priorizar os casos mais urgentes e, sempre que possível, contar com o apoio de pessoas e grupos dispostos a ajudar.
Foi nesse contexto que a Casa da Amizade do Rotary Club de Santo Anastácio voltou a caminhar conosco em um projeto social. Dessa vez, o trabalho foi a construção de uma pequena rampa de acesso para o nosso amigo Fabinho, facilitando uma parte tão simples, mas tão importante, de sua rotina.
Antes da obra, descer a escada de acesso com a cadeira de rodas era uma tarefa difícil para Fabinho e para seus familiares. A situação também pesava para sua mãe, Maria, que resumiu naquele momento uma dificuldade que fazia parte do cotidiano da família: “Eu amo muito meu filho, mas não tenho mais tanta força.”
A nova rampa tornou o acesso mais fácil e ajudou a retirar da rotina uma dificuldade que acompanhava a família. Além da obra, também deixamos uma cadeira de rodas para Fabinho, contribuindo para sua locomoção.
Ao revisitarmos esse registro hoje, reencontramos também os nomes de quem tornou aquela pequena construção possível. A Casa da Amizade, por meio de sua presidente Rubia Campanholo, intermediou a parceria, enquanto as Damas Rotárias se uniram ao projeto. Mariam Carmem Bezerra também participou da ação com a doação de sacos de cimento.
Aquela rampa permanece entre as lembranças de um período em que diferentes pessoas foram se juntando para resolver necessidades concretas. Hoje, ao olhar novamente para essa história, lembramos que cada contribuição — uma obra, uma doação, uma intermediação ou algumas horas de trabalho — fez parte daquele caminho que ajudou a tornar o cotidiano de Fabinho e de sua família um pouco mais acessível.