Em 19 de maio de 2015, uma situação que vinha preocupando uma moradora de Santo Anastácio chegou até nós por meio de uma Agente de Saúde da cidade. A senhora, que trabalhava descascando alho e ainda não era aposentada, havia sido notificada por causa da água da chuva que estava sendo direcionada para a rede de esgoto.
Para ajudá-la a resolver a situação, construímos uma simples cobertura sobre o tanque de lavar roupas. Os materiais utilizados foram reutilizados e doados por vizinhos, mostrando como aquilo que já não tinha utilidade para algumas pessoas poderia ganhar uma nova função naquela pequena casa.
O trabalho foi realizado em um único dia. Ao final, conseguimos retirar uma preocupação que havia acompanhado aquela moradora por vários dias e fazer a adequação necessária para que a água da chuva deixasse de seguir para a rede de esgoto.
Enquanto estávamos ali, aproveitamos também para cuidar de outros pequenos problemas da casa. Tampamos um buraco no chão próximo à porta de entrada e limpamos o telhado, que estava cheio de galhos e permitia que a chuva entrasse na residência de apenas dois cômodos.
Hoje, ao revisitarmos esse registro, percebemos como algumas das histórias da nossa caminhada foram feitas de intervenções simples. Uma cobertura, alguns materiais reutilizados, a ajuda dos vizinhos e a informação que chegou até nós por meio de uma Agente de Saúde foram suficientes para que, naquele dia, pudéssemos ajudar a transformar uma preocupação em tranquilidade.
A lembrança daquele 19 de maio de 2015 permanece entre essas pequenas histórias que fazem parte da nossa caminhada. Uma cobertura simples, construída com aquilo que estava disponível, acabou representando muito mais do que um reparo na casa: foi uma forma de estar presente quando alguém precisava de ajuda.