Em abril de 2011, a Família Pipa vivia mais um daqueles momentos que, com o passar dos anos, se transformariam em parte de sua memória.
Pelo terceiro ano consecutivo, era realizado o Projeto Pata de Coelho, uma ação criada para levar um pouco da magia da Páscoa a crianças atendidas por instituições da região. Naquele ano, a iniciativa passou por diferentes lugares e encontrou centenas de crianças pelo caminho.
No dia 18 de abril, a visita foi ao Berçário Joanna de Angelis. No dia seguinte, foi a vez do Berçário Marisa Amaral Garcia. Em 20 de abril, o projeto chegou ao Berçário Eugênia. Já no dia 27, a Páscoa foi celebrada no Berçário Tia Maura, em Piquerobi, e no Berçário Octavio Magro Volpe, em Ribeirão dos Índios.
Ao todo, 298 crianças foram atendidas.
Foram distribuídas 2.620 unidades de doces: 600 pirulitos, 750 balas, 50 chicletes e 1.220 ovos de Páscoa, totalizando 19,450 quilos de doces.
Mas, por trás de cada número, havia algo muito maior: pessoas.
Pessoas que doaram, que ajudaram, que se disponibilizaram e que fizeram com que aquela celebração pudesse acontecer. Para a Família Pipa, a ação nunca foi obra de uma única pessoa ou de um único grupo. Era resultado da união de muitas mãos.
Na época, Bruno Lozzi fez questão de destacar justamente esse aspecto. Segundo ele, não havia sido a Família Pipa quem realizara o projeto sozinha, mas todos aqueles que doaram e se voluntariaram em favor das crianças.
Essa visão dizia muito sobre o que a Família Pipa começava a construir.
A Família Pipa se entendia como uma ponte: um meio de aproximar aqueles que desejavam ajudar daqueles que precisavam de ajuda. Muitas pessoas tinham vontade de fazer o bem, mas não sabiam onde ou a quem direcionar sua contribuição. Do outro lado, havia pessoas e instituições que precisavam dessa atenção.
Entre esses dois lados, a Família Pipa buscava criar um caminho.
E aquela edição também guardou pequenos acontecimentos que, vistos hoje, ajudam a contar a história da própria Família Pipa. Entre eles, está a participação de Marcos Antônio Domingos Jr., lembrado naquele registro como a primeira criança a se fantasiar de palhaço junto à Família Pipa — um detalhe que, aparentemente simples, acabaria fazendo parte das memórias construídas ao longo dos anos.
O Projeto Pata de Coelho III só foi possível porque muitas pessoas decidiram participar. Entre os colaboradores registrados naquela época estavam Valmir Ferreira Amorim, Bruna Freitas, Dalva Souto, Suzana Bertolucci, Alessandra Pelegrini, Gabriele Rós, Janaina Rogério Rodrigues, Wilton Mendonça Lários Jr. (Juninho), Eduardo Alaminos Dias Rogério, Valdemir Lozzi da Costa, Margarida Ferrari, Rosalina Aparecida Domingos e Marcos Antônio Domingos Jr.
Também fizeram parte dessa corrente de solidariedade a Integração FM, o Jornal Informe Notícias, o Jornal Notícias Paulista, o Jornal O Oeste Paulista, o Supermercado Facholli, o Supermercado Ulian, o Supermercado Lisboa, a Mercearia Trabuco, a Mercearia Torquato, a Renaton Cosméticos, o Bar do Tatu e a Doces Compadre.
E, naturalmente, estiveram presentes os próprios membros da Família Pipa, que participaram direta ou indiretamente para que tudo acontecesse.
Cada contribuição teve seu lugar naquela história.
Algumas pessoas ofereceram doces. Outras ofereceram tempo, trabalho, divulgação ou simplesmente disposição para ajudar. Algumas abriram suas portas; outras ajudaram a fazer a mensagem chegar mais longe. E, juntas, fizeram com que a Páscoa chegasse a 298 crianças.
Ao recordar aquele abril de 2011, tantos anos depois, é possível enxergar no Projeto Pata de Coelho III um pequeno retrato da Família Pipa que começava a se formar: uma família construída pela amizade, pela solidariedade e pela disposição de transformar a vontade de ajudar em encontros reais.
Aquela Páscoa passou. Os doces acabaram. As crianças cresceram.
Mas a lembrança permaneceu.
E talvez seja justamente essa a parte mais bonita de revisitar essa história: perceber que, desde aqueles primeiros anos, a Família Pipa nunca foi feita apenas por quem estava à frente das ações. Ela foi — e continua sendo — formada por todos aqueles que, de alguma maneira, decidiram estender a mão.
O Projeto Pata de Coelho III foi uma dessas histórias.
Uma história feita por muitas mãos, muitos gestos e muitas pessoas que acreditaram que compartilhar também era uma forma de celebrar.
Veja a matéria original em Pipa Folha Semanal