Em 17 de abril de 2015, vivemos um daqueles momentos que permanecem guardados na memória da nossa caminhada. A Conferência Lúdica reuniu crianças e adolescentes do Projeto Crescer, da Divina Providência e do Educandário São José, depois de um trabalho que já vinha sendo desenvolvido nas próprias instituições.
Antes da Conferência, os participantes haviam conversado sobre o que gostariam que existisse em Santo Anastácio em favor da defesa de direitos e colocado seus sonhos no papel. Ao todo, foram produzidos 220 desenhos, feitos individualmente e também em conversas de grupo. Cada um deles trazia uma maneira particular de imaginar a cidade.
Esses sonhos ganharam uma nova forma pelas mãos do grafiteiro Antônio Marcos, da GRAFI ART, que aderiu voluntariamente à causa e doou sua arte. Ele reuniu as ideias dos desenhos em uma única composição, que foi desenhada e pintada pelas próprias crianças durante a Conferência.
Aquele dia também deixou marcas no muro do Educandário São José. As crianças pintaram as próprias mãos e as colocaram no muro, enquanto a arte produzida durante a atividade permanecia exposta. Os 220 desenhos que deram origem ao trabalho também foram espalhados pelo recinto e utilizados como material de reflexão durante o evento.
Para as crianças, aquela experiência ficou marcada de maneira especial. Muitas delas pediram, ainda naquele período, que outros momentos semelhantes acontecessem. Entre desenhos, dinâmicas, conversas e manifestações artísticas, a Conferência Lúdica criou um espaço para que elas próprias expressassem o que sonhavam para Santo Anastácio.
A participação continuou também na etapa seguinte da Conferência. Foram eleitos três representantes para levar Santo Anastácio à Conferência Regional, realizada em Presidente Prudente, juntamente com os quatro representantes escolhidos na Conferência Convencional. Pela Conferência Lúdica, foram eleitos Kettylin Vitória Alves, Caroline de Castro dos Anjos e Leonardo Paes, tendo como suplentes Joice Carvalho dos Santos, Maysa Andrade Silva e Lais dos Santos Tiburcio.
Hoje, ao reencontrarmos os registros de 17 de abril de 2015, voltamos àquele muro, aos desenhos e às pequenas mãos que ajudaram a transformar tantos sonhos em uma única obra. É uma lembrança de um dia em que as crianças tiveram espaço para deixar, literalmente, a sua marca na história da nossa cidade.